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domingo, 27 de setembro de 2009



Amor Real


Quando me deixei levar pelos seus olhos, notei que, na verdade, não fora o formato dele, ou sua cor que me chamaram a atenção. Mas sim seu brilho. Um reluzir peculiar que dispara deles em direção à minha alma. Descobri que não consigo mais viver sem eles.

Notei também que sua alma, igualmente, brilha. Por mais que não seja o mais inteligente, ou culto, você é envolto por uma aura macia e agradável. Sempre disposto a tratar bem um amigo, ou amiga, e reservado com seus amores. Não os explana ou vulgariza, mas sim os conserva guardando-os bem fundo, num lugar onde só vocês podem estar. Procuro sempre a chave desse lugar, mas não tenho certeza se, se a tiver, quererei adentrar esse recanto secreto e provavelmente maravilhoso. Afinal eu mesmo nunca deixei que descobrissem o meu. Nunca deixei que percebessem o outro lado de mim, meu lugar de Amor Real. Onde não é mais minha mente que comanda meu corpo, mas sim meu coração. E ele é doce em sua tirania, e carinhoso em seu ciúme. E ele espera, no jardim do meu lugar de Amor Real. Ele espera alguém para abrigar com seus braços. Coração como o meu, talvez o seu, nosso. Não sei ao certo, não poderia dizer. Afinal não há como mandar em nosso coração. Ele se abre à seu bel prazer, e quando o faz , se desarma. Até ferido, se realiza, se nos olhos de quem ama.

E bem, seu brilho, seu lugar de Amor Real, sítio isolado no qual eu gostaria de jazer o meu. Mas a realidade é que, paciência ainda é a maior qualidade que podemos cultivar.

Enquanto isso eu me sustento, sob o brilho do seu olhar.



sábado, 19 de setembro de 2009

Caminhos.



Entre dois caminhos perigosos eu me reparto, se eu pudesse mudar a pele que carrego, o faria.
Da minha voz mais profunda, traria melhores meios de cantar ou dizer, mudar.
Ainda parada aqui, nessa bifurcação, observe ambos caminhos escuros. Nada sei o que dizer deles, a não ser que me puxam, arrastam e eu não posso distinguir qual o mais arrebatador.
E enquanto eu não me decido, sinto mãos sobre mim, me dizendo que eu posso voltar se quiser. Mas não quero.

Tudo pode desabar em um piscar de olhos, isso acontece o tempo todo, você me diz.
E se eu pudesse mudar a pele que carrego pela sua, ou a que cobre os caminhos eu poderia dizer o que mais me agrada.

Mas você me puxa pela mão, um minuto, você me diz. Eu tiro os olhos da encruzilhada dos caminhos e olho para seus olhos verdes, enquanto atrás de mim eu sei que o outro caminho nos observa.
Você aponta os montes e eu respiro e aprecio a vista. As cachoeiras que nunca serão nossas e os pássaros que nunca seremos.
Mas o tempo apressa e meu coração descompassa. As duas mãos ocupadas, e me prendem e eu não sei mais me soltar.

E não faço a mínima idéia de qual caminho escolher.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Meg.


Posso dizer que poucas pessoas me surpreendem. Mas ela me supreendeu. Os dois minutos em que estivemos juntas, em que pude trocar com ela poucas frases, me revelaram tudo o que eu precisava saber!
Ela não é como outros, que me decepcionaram. Pelo contrário! Me mostrou que às vezes, pra variar, as pessoas são como nós queremos que elas sejam. Como nós precisamos que elas sejam, para que não se destrua o castelo de ar que criamos em torno de suas obras. E ela não o fez. Ela não me tirou seus personagens com uma pose prepotente ou desprezo.
Senti quando ela passou os braços pelos meus ombros para a foto, e quando assinou meu livro e quando me agradeceu pela publicidade gratuita que eu fazia de seu trabalho, ao obrigar todas as minhas amigas à lerem-os, para se interar de meus devaneios com Suzannah, Jesse e Paul.
E também, fiz amizades. Ri um bocados com essas meninas que me mostraram que ainda existe um meio de conhecer pessoas divertidas ao esperar por um evento importante. Todas juntas em nossa aflição, nosso livros - amores-, nosso nervosismo e nossos gritos ao fim de tudo. Afinal, depois de nos controlarmos na frente da Rainha (não princesa!) - falo da Meg, não da Xuxa, que também pipocou pela bienal causando um reboliço básico -, procurando parecer pessoas normais e não adolescentes loucas com sede de sangue (rsrs!), nós tinhamos que extravasar em algum momento! Gritamos sim! O coração satisfeito pelo encontro e a admiração renovada!

Obrigada Meg, por não deixar nossos sonhos morrerem!
Thank you Meg, for doesn't let our dreams die!
Because we're brazilian, and we NEVER give up!
WELCOME TO RIO!


Love, Bruna;



quinta-feira, 3 de setembro de 2009




Regina Spektor - Laughing With.

Descreve tudo o que eu tenho sentido ultimamente, seriam minhas palavras se não fossem as dela.
Tradução abaixo.

Laughing With (Tradução)


Ninguém ri de Deus em uma guerra

Ninguém está rindo de Deus quando está morrendo de fome, congelando ou muito pobre.



Ninguém ri de Deus quando o médico liga depois de alguns exames rotineiros

Ninguém está rindo de Deus, quando já é muito tarde

E é a sua criança que não voltou da festa ainda

Ninguém ri de Deus quando o avião começa a tremer incontrolavelmente

Ninguém ri de Deus quando vêem que a pessoa que eles amam

Está lado a lado com outra pessoa e eles esperam estar enganados



Ninguém ri de Deus quando a polícia bate à sua porta

E eles dizem: tenho más notícias, senhor.

Ninguém está rindo de Deus quando há fome, incêndio ou inundação.



Mas Deus pode ser engraçado

Em um coquetel quando você ouve uma tremenda piada sobre Ele

Ou quando os loucos dizem que Ele nos odeia

E eles estão com o rosto tão vermelho que você acha que eles vão engasgar



Deus pode ser engraçado

Quando dizem que Ele pode te dar muito dinheiro se você orar no caminho certo

E quando Ele parece um gênio que faz mágica como o Houdini

Ou concede desejos como o Jiminy Cricket e a Santa Claus

Deus pode ser tão hilário!

Ha ha

Ha ha



Ninguém ri de Deus em um hospital

Ninguém ri de Deus em uma guerra

Ninguém está rindo de Deus quando perde tudo o que tem

E não sabe pra quê



Ninguém ri de Deus no dia em que eles notam que estão vendo a última coisa que vão ver

É um par odioso de olhos.

Ninguém está rindo de Deus quando dizem "adeus".



Mas Deus pode ser engraçado

Em um coquetel quando você ouve uma tremenda piada sobre Ele

Ou quando os loucos dizem que Ele nos odeia

E eles estão com o rosto tão vermelho que você acha que eles vão engasgar



Deus pode ser engraçado

Quando dizem que Ele pode te dar muito dinheiro se você orar no caminho certo

E quando Ele parece um gênio que faz mágica como o Houdini

Ou concede desejos como o Jiminy Cricket e a Santa Claus

Deus pode ser tão hilário!



Ninguém ri de Deus em um hospital

Ninguém ri de Deus em uma guerra

Ninguém ri de Deus em um hospital

Ninguém ri de Deus em uma guerra

Ninguém ri de Deus em um hospital

Ninguém ri de Deus em uma guerra



Ninguém está rindo de Deus quando está morrendo de fome, congelando ou muito pobre.



Ninguém está rindo de Deus

Ninguém está rindo de Deus

Ninguém está rindo de Deus

Ninguém está rindo de Deus

Nós todos estamos rindo com Deus.