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sexta-feira, 1 de maio de 2009

Tudo muito Supernatural né?

Série maravilhosa.

Boa notícia: trabalho novo, estudo fervilhando!

Má noticia: computador deu problema, perdi os casos de Arthure! Mas não se preocupem! Escreverei de novo assim que tiver tempo. Enquanto isso que tal um paralelo?


O Despontar da Lua



1.Líder

Ela sorriu para o jovem rapaz a sua frente. A criança-vampiro de apenas dois anos de idade, a olhava, fascinado. Sua beleza de cinco mil anos ultrapassava os limites terrenos, e tocava o divino com delicadeza inexorável.

Os cabelos ondulados, brilhavam sob a luz vasta do salão. Compridos, eles corriam pelos seus ombros. A calça escura estava apertada nas pernas fartas dela, e a blusa verde lhe caía perfeitamente.

A música no ambiente combinava com seus passos rítmicos. O rosto belo, quase humano pela maquilagem. Ela envolveu o pescoço dele com os braços e o balançou conforme a música, apertando-o contra si. Enchia-o de tesão, e ele tentava contê-la, mas como sempre não conseguiu. Rendeu-se aos carinhos ousados, mas discretos, da vampira tanto mais velha.

De repente ela tomou seus lábios em um beijo voraz. Ele a queria, como sempre. Mas estavam ali para tratar de outras coisas, e quando o beijo acabou ele pediu por mais.

- Não, meu bebê! Resolverei meu problema, e depois vamos para casa. Lá você poderá fazer o que quiser comigo, Victor. – disse encarando-o nos olhos tão azuis quanto os que ela conheceu há um ano atrás.

- Está bem, Aislin... – sussurrou, mais uma vez nas mãos daquele ser antigo e persuasivo.

- Me espere aqui. – ordenou, antes que se virar e se colocar na brecha entre as pessoas, na frente da porta, que foi aberta no exato momento, o vento balançou seus cabelos, e fez com que seu cheiro se espalhasse. Um rosto se voltou para contemplá-la, receoso. Sorriu-lhe e com um pensamento, informou que o esperava do lado de fora. E quando o vampiro piscou, ela havia sumido. Correu ao seu encontro. Não deveria deixar Aislin Stephannon esperando! Não era prudente...

Quando saiu para o ar livre, olhou ao redor. Não estava ali, nem mesmo seu cheiro ou sua presença. Piscou, confuso. Não poderia ter imaginado-a... Poderia?

Enquanto pensava, foi surpreendido pela vampira que pulou à sua frente.

- Olá, Igor. – cumprimentou em sua voz profunda, sensual.

- O que deseja, Aislin?

Ela lançou-lhe um olhar perigoso, faiscante.

- Não sabe quantos problemas nos têm causado, Igor.

- Está usando maquilagem? – perguntou surpreso, ignorando estar interrompendo a anciã. O que era uma imprudência magnânima.

- Sim... Por sua causa e de seus amigos imbecis! Matando e deixando corpos e mais corpos à deriva! Eles estão juntando os fatos, Igor! E cada droga de cadáver com furos no pescoço é mais uma pista até nós! – sua voz se distorcia na alteração. Tom decidido, preponderante, líder.

- Mas, Aislin! É que...

- Cale-se, idiota! Seu vampiro ignorante! Mal mil anos carrega já pensa que pode fazer alguma coisa, Igor! Você não é nada! NADA!

- E quem é você para falar? – gritou de volta, em uma crise de insanidade.

- Ainda pertenço às Leis, Igor.

- Onde está Amaethon?

- Ele dorme.

- Então quer dizer que ele te deixou no comando?

- Ele não me precisa “deixar”, meu caro. Sou a mais velha após ele. Naturalmente, eu assumo quando ele não está. Afinal, era uma princesa antes, sei dominar muito bem.

- Então ele te contou da onde viemos? – Igor perguntou esperançoso. Era impossível dissuadir Amaethon, mas talvez Aislin não seja tão difícil...

- Não lhe interessa. – cortou-lhe os pensamentos. – Só estou lhe informando, Igor. Ou você e seus bufões param com essa palhaçada, ou eu arranco a cabeça de todos à mordidas.

A sobrancelha esquerda arqueada, nos olhos o fogo, mostravam ao vampiro que Aislin realmente pretendia aquilo.

- Com Amaethon teríamos um julgamento... – comentou.

- Verdade. – concordou ela, com as mãos esguias no queixo, pensativa. – Mas eu não sou Amaethon, e comigo tudo se resolve à base de sangue.

Ele arregalou os olhos para ela.

- Espero que não queira pagar para ver, meu caro.

Dizendo isso, Aislin se virou e saiu. Voltou o rosto e disse por cima do ombro.

- Não seja estúpido Igor! Eu posso ler seus pensamentos.

E adentrou novamente o bar lotado.


Conhecendo mais Aislin Stephannon.
;*

Um comentário:

  1. nossa, fascinante!
    me lembrou dos encontros entre Akasha e Lestat ^^

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