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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Estranho e Familiar.


Estava lendo um livro que comprei por esse dias, chamado Fantasmas do Século XXI, Joe Hill.

Acho que posso chamar as historias dele de, no mínimo, bizarras. Entre um menino inflável e um rapaz que vira um louva-deus gigante podemos encontrar um jeito mágico de nos fazer acreditar naquilo. É isso que Joe Hill faz. Chorei quando o menino inflável estourou e me aterrorizei enquanto tripas eram arrancadas e fantasmas se faziam constantes em um cinema abandonado.

Estranho.

Quando terminei o livro de Hill, voltei as páginas tão marcadas de laranja do meu exemplar de Alma e Sangue, livro de Nazarethe Fonseca. Enquanto mais uma vez eu viajavam nos cabelos loiros de Kmam, ou no jeito temperamental de Kara, notei o quanto eles eram próximos a mim, como amigos intimos.

Familiares.

Meus vampiros ou queridos meninos infláveis. Insetos-humanos assassinos, fantasmas solitários.

Tenho a noção de que cada livro que leio são novas amizades que faço. E eu sei que a maioria deles nunca me deixariam. E não deixaram. Obrigada Suzannah, Kara, Kman, Lucíola, Marguerite, Heatcliff. Um agradecimento ainda maior aos meus próprios filhos: Trade, Diana, Aislin, Pirce, Victor, Rayne... E tantos outros em quem me apoio e vivo dos sonhos deles, que são meus e que quando realmente o parto estiver acabado, serão, como os outros, filhos do mundo. De várias imaginações diferentes, mentes. Não serão mais meus... Mas o que fazer? Criamos filhos para o mundo...

E no futuro, meus filhos serão também estranhos, ou familiares, aos outros. Mas o mais importante é que eles serão sempre reais para mim.

2 comentários:

  1. lindo texto...
    eu ja li o "A estrada da noite" do joe hill e achei bem legal, a forma como ele expressa os acontecimentos mais assustadores assim... gostei bastante do livro.

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  2. "Mas o mais importante é que eles serão sempre reais para mim" isso!

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