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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Lugar.


Existem certos lugares no mundo, os quais sonhamos em estar. Outros que nem nos passam pela cabeça.
Há um tempo atrás, cerca de dezoito anos, eu nasci na Cidade Maravilhosa. Chamada também de Rio de Janeiro. Não apenas eu sou completamente apaixonada por esse belíssimo refúgio, mas também meu vampiro preferido.
Viveu toda a sua eternidade (126 anos) em lugares tristes, cinzas, sem vida. Quando se depara com o brilho e cor da cidade brasileira, se encanta. Vai ficando sem querer, e se apaixona também pela personificação do Rio de Janeiro. Uma vampira chamada Diana Torres. Indomável, bela, tocante e sensível como sua cidade.
O Cristo Redentor a abençoa, presente francês. Abençoa feliz à mais bela.
- Essa cidade toda sorri... - comentou um turista comigo, na praia de Ipanema.
- Mas cuidado, que as vezes ela pode estar apenas sendo sarcástica. - avisei-o antes de sair, bicando minha coca-cola gelada, com um meio sorriso nos lábios. Ele encarou o espaço antes preenchido por mim, confuso.
Não me incomodei em explicar, um dia, se permanecesse o bastante, ele descobriria que o Rio de Janeiro é como uma mulher: quando achamos que já vimos tudo, ele nos mostra que está só começando...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Eu Navego.


Eu navego
Pelo oceano que criei com minhs lágrimas.
E nele nadam frios, meus sentimentos mais sombrios.
Eu navego
Por onde a lua me guia.
Seguindo passos distintos,
Apenas por que fui impelido.
Eu navego, meu amor
Não pelo mar, ou pelo rio.
Mas dentro de seus olhos, onde me perco
Em seu azul mais profundo.
Eu navego...
Sozinha na imensidão.
Procuro sua mão, em desespero
Mas somente os espíritos compartilham de minha pequena canoa.
Eu navego,
Apenas por que você me pediu pra seguir em frente, meu amor.